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| O Centro de Vulcanismo
 

 


O Centro de Vulcanismo - Galeria

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O Centro do Vulcanismo está localizado junto às Grutas de São Vicente, na falésia do lado oposto à Ribeira de São Vicente numa encantadora Vila da Costa Norte da Madeira, no fundo do vale, onde se iniciou a formação da Ilha. Alia a cultura e o conhecimento ao lazer e à animação, num pavilhão que permite que os cerca de 90 visitantes possam assistir, de uma forma pedagógica e lúdica, aos espectáculos audiovisuais que fazem a recriação da evolução geológica das grutas, à erupção dum vulcão e ainda à simulação do nascimento do Arquipélago da Madeira. Este espaço pretende, assim, complementar a visita às Grutas, explicando-as enquanto exemplo de formação geológica da Madeira, e difundir informação técnica e científica enquanto centro agregador deste conhecimento. O Jardim com predominância das plantas endémicas, percorrido por uma série de percursos pedonais, onde os elementos florestais e os cursos de água se compatibilizam em harmonia, procuram fazer uma homenagem à água e à vida.

Visita ao Pavilhão do Centro de Vulcanismo

Constituído por 3 salas e um elevador simulador, tem capacidade para cerca de 90 pessoas em simultâneo, com uma dimensão de 12 metros de comprimento por 7 metros de altura e 10 de largura.

Na primeira sala do Pavilhão – Os Vulcões os Dragões da Terra, encontra-se uma exposição composta por painéis ilustrativos e informativos, tendo em vista a divulgação e valorização dos processos geológicos, dos célebres da vulcanologia, dos tipos de erupções vulcânicas, da localização mundial da actividade vulcânica através de um mapa mundo, dos mitos, das crenças, do poder de criação e destruição de um vulcão.

Em relação ao célebres da vulcanologia, Gaspar Frutuoso foi considerado um dos primeiros vulcanólogos do mundo civilizado no século XVI, já no século XX, foram Zbyzewski, José Agostinho, Mendonça Dias, etc. No entanto, os vulcões sempre fascinaram os grandes filósofos gregos, como Heraclito, Pitágoras, Platão, Aristóteles, Empédocles e Plínio, sendo estes considerados os Pais da Vulcanologia. O jesuíta alemão Kircher, Déodat de Gratet de Dolomieu e Lord Hamilton, foram considerados os percursores da Vulcanologia no século XVIII e o vulcanólogo Francês Alfred Lacroix no século XX, por ter investigado a erupção na Montanha Pelada, em Martinica, que provocou uma “nuvem ardente” devastadora. Saber sobre os vulcanólogos Contemporâneos (Haroun Tazzief e o casal francês Maurice e Katia Krafft) é também possível nesta sala.

A constituição e os tipos de erupções vulcânicas como seja o Havaiana, Stromboliana, Pliniana e Vulcaniana; os vulcões como fontes de vida, as erupções históricas (Pompeia em vinte e quatro de Agosto de 1979, Pinatubo nas Filipinas em quinze de Junho de 1991, entre outras); o poder de criação e destruição que têm os vulcões; os benefícios para o homem a nível da saúde (fontes termais) e como fonte de energia (Central da Ribeira Grande em São Miguel); na produção de geoprodutos (enxofre, bórax, rochas ígneas e pedras preciosas como o diamante, quartzo, feldspato e ao olivina) e o fenómeno do Vulcão dos Capelinhos na Ilha do Faial, a 27 de Setembro de 1957, são temas que estão muito bem evidenciados nesta sala. Sala esta que desvenda e permite ver de perto toda a actividade vulcânica mundial representada num mapa mundo. A mitologia e as crenças destes fenómenos são também temas que não faltam nesta visita como seja a Hekla considerada a Porta dos Infernos na Islândia; o Hefesto, Deus do Fogo na Grécia; O Pele, a Deusa do Fogo no Havai; o Lengai, o Dono da Vida e da Morte na África; o Castigo de Bromo na Indonésia e o Fujiama, o Protector no Japão. Ver e conhecer de perto o material projecto por um vulcão é também possível nesta sala, com a exposição de cinzas, lapilli, pedra-pomes, lava encordoada, disjunção colunar, obsidiana, etc.

Saber sobre a Origem e a Evolução do Sistema Solar e da Terra, só é possível se atravessarmos o Túnel do Tempo situado no Pavilhão, onde explica todo este processo ocorrido há cerca de 4550 milhões de anos. Este Túnel leva-nos a uma segunda sala onde a Origem e a Evolução do Arquipélago da Madeira está particularmente bem evidenciado, onde proporciona a realização de um espectáculo audiovisual com duração de 10 minutos, que, de uma forma pedagógica e lúdica, explica a forma do nascimento da Terra, nomeadamente das Ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens, resultantes da recriação de erupções vulcânicas. O espectáculo pretende ser complementar à visita das Grutas, explicando-as enquanto exemplo da geologia da Madeira.

O longo processo evolutivo, que deu lugar à extraordinária variedade de seres vivos que constituem a flora e a fauna madeirense que hoje povoam, reforça o atractivo natural e o valor ecológico desta Terra é demonstrado através de painéis devidamente elaborados ao pormenor, onde é possível observar as jóias nativas, como o Pombo trocaz (Columba trocaz H.), o Bis-bis (Regulus ignicapillus madeirensis H.), o Tentilão (Fringilla coelebs madeirensis S.), a lesma (Phaenacolimax madeirovitrina ruivensis), um molusco gastrópode terrestre que usa a sua língua serrada para cortar os alimentos, a lagartixa (Lacerta dugesii M.) e ainda espécies endémicas de insectos caracterizam um ecossistema insular atípico e por isso ainda mais interessante. Em relação à flora, apenas estão expostas as árvores predominantes da Laurissilva como, o Loureiro (Laurus azorica S.), o Til (Ocotea foetens Ait.), o Vinhático (Persea indica L.) e o Barbusano (Appollonias barbujana ssp. barbujana Cav.). Em suma, não é só um tesouro natural de grande valor ecológico, mas também um belo e surpreendente mosaico onde a vida adopta formas que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo e a sua importância económica-social, quer no regime hidrológico da Ilha, quer na sua valorização paisagística, já tiveram reconhecimento internacional, de que resultam as honrosas classificações de Reserva Biogenética do Conselho da Europa em 1992 e de Património Mundial Natural sob a égide UNESCO em 1999.

Conhecer ao pormenor e ver de perto as magníficas paisagens do Vale de São Vicente que proporcionam um vista esplendorosa sobre o mar e sobre terra, descobrir onde se encontram as mais antigas formações da ilha (sítio dos Lameiros), que emergiram há mais de 5 milhões de anos é agora possível através de uma maqueta (1/2400) do Vale de São Vicente presente no Centro de Vulcanismo.

A terceira sala do Pavilhão permite-nos conhecer a enorme riqueza natural do Arquipélago da Madeira, que só é comparável à sua beleza - as Reservas Naturais da Ilha da Madeira como seja, a Reserva Natural das Ilhas Desertas, a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a Reserva Natural do Garajau, a Reserva Natural da Rocha do Navio e a Floresta Laurissilva estão muito bem conseguidas através de uma projecção audiovisual, cujo objectivo é aprender, conhecer e preservá-las.

Quem nunca desejou descobrir o que está para além da superfície terrestre? Agora é possível dar largas ao espírito aventureiro e ir até onde ninguém se atreveu a ir até hoje e sentir o pulsar das profundezas da Ilha numa fantástica viagem ao interior da Terra. Atingir o núcleo da Terra só é possível através da descida simulada do elevador, que proporciona ao visitante o atravessamento de um tubo de lava incandescente. Chegado ao núcleo da Terra, constituído essencialmente por ferro, níquel e alguns sulfuretos, é possível verificar as diferentes reacções que o constituem através de um jogo de espelhos. Todo este percurso pretende simular uma distância de 3000 Km, que pretende caracterizar as diferentes unidades terrestres: a Crosta (superfície da Terra), o Manto e o Núcleo.

A visita ao Pavilhão de Vulcanismo termina com uma projecção audiovisual muito bem concebida, onde estão recriados todos os passos necessários para o entendimento das próprias Grutas. A recriação desta espectacular e moderna projecção contempla os seguintes momentos: o Big Bang; a Formação do Universo; a Formação da Terra; os Oceanos; os Vulcões; a Ilha; a Água; os Seres Vivos, a Vida e a Madeira de hoje.

A visita ao Centro de Vulcanismo termina com a vista para o grande jardim das plantas endémicas.

 

 

 

 

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